quarta-feira, 14 de abril de 2010

I Encontro Regional de Orientadores Educacionais

Com o objetivo de reestruturar a Orientação Educacional nas escolas do estado do Tocantins, no dia 10 de março de 2010 aconteceu o 1º Encontro Regional dos Orientadores Educacionais das Escolas jurisdicionadas à Diretoria Regional de Paraíso. No primeiro momentos foi realizada uma avaliação para que os mesmos fizessem um paralelo quanto aos conceitos formados pertinentes a sua atuação antes e depois da realização do referido encontro e todos os Orientadores participaram. No segundo memento foi feita a socialização dos trabalhos realizados pelos Orientadores em suas respectivas escola, o que deixou bem claro as atividades desenvolvidas por cada profissional. Em seguida, houve o um breve estudo sobre o histórico da Orientação Educacional, seus períodos de atuação e as concepções da Orientação Educacional na perspectiva atual, onde este profissional trabalha com toda a equipe docente, discente e comunidade escolar e local, ou seja, o trabalho do Orientador deve ser integrado, onde tem a cooperação, participação, e o respeito aos valores humanos como prioridade. Foi trabalhado também a importância de cada Orientador realizar a sensibilização junto à comunidade escolar sobre suas atribuições. Na sequência, foi colocado também sobre como a necessidade do Plano de Ação, dentre outros. No período da tarde foi feito o estudo da proposta de Revitalização da Orientação Educacional no Estado do Tocantins, onde houve vários questionamentos, principalmente sobre o quantitativo de turmas por profissional nas unidades escolares. Finalizando houve uma breve leitura da Instrução Normativa Nº 006, de 17 de janeiro de 2005 que dispõe sobre a função de Orientador Educacional e suas atribuições nas Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino
O encontro mostrou que junto com a redefinição da Orientação está vindo a valorização dos Orientadores Educacionais junto às unidades Escolares.

II Encontro Regional do Grêmio

O II Encontro de Grêmios Estudantis das Escolas Públicas da Regional de Paraíso do Tocantins foi realizado no dia 19 de março de 2010, das 8h às 17h, na Câmara Municipal de Paraíso do Tocantins. O referido encontro foi proposto pela Secretaria Estadual de Educação-SEDUC, organizado e realizado pelas Técnicas da Coordenação Regional de Ensino Fundamental e Médio, ressaltando que este encontro é uma ação referente ao ano de 2009. O objetivo foi fortalecer os Grêmios existentes, bem como, de oportunizar a criação de outros grêmios, no intuito de incentivar a participação dos educandos na promoção da gestão democrática das escolas jurisdicionada a esta Diretoria.
Ao todo, participaram mais de 70 pessoas, representando os 20 Grêmios instalados, alunos representantes de turma Grêmios estudantis, professores, diretores de escolas e representantes da Diretoria Regional de Ensino.
Para que o objetivo do encontro fosse atingido, as atividades propostas foram elaboradas de forma a propiciar o diálogo e a troca de experiências entre os participantes e, também, de identificar problemas e propor sugestões para o bom funcionamento dos grêmios existentes, a fim de torná-los parceiros importantes na democratização da gestão escolar,
Neste sentido, o Encontro foi dividido em três momentos. O primeiro teve a participação de convidados que proferiram palestras sobre a organização e função dos grêmios estudantis e as oportunidades oferecidas por este tipo de organização na formação dos alunos, a importância da escola, além de interagirem com os participantes.
No segundo momento, os gremistas tiveram a oportunidade de se apresentarem contando um pouco das suas realidades e socializarem as ações trabalhadas em suas escolas no ano de 2009.
No terceiro e último momento foi realizado, por meio do Ouvidor Regional Josiel Gomes, a apresentação da nova forma de atuação da ouvidoria nas Diretorias Regionais do estado e também falou da importância dos estudantes participarem de forma responsável nos Jogos Estudantis- JETS.
Ficou evidenciada a necessidade de realização de um trabalho formativo sobre liderança, função dos grêmios e abrangência de ações, daqueles alunos que desejem participar deste processo e assim fortalecer estas agremiações, para que possamos construir parcerias comprometidas com implantação de uma escola mais democrática.
Caros colegas, eis alguns links e máquinas de buscas que contribui muito para que o possamos usar as TICs no nosso trabalho na escola.

Para explorar o que há em forma de vídeos, arquivos de som e de imagem e artigos nesses lugares que poderão ajudar o Orientador Educacional na escola, a realizar o seu trabalho usando melhor as tecnologias que ela possui.
Para trabalhar Orientação Vocacional, drogas, realizar testes vocacionais online e ver palestras sobre este assunto ele poderá usar o sitio de vídeos http://www.youtube.com/watch?v=1vvf9JHruLU.
Ao acompanhar o planejamento dos (as) Professores (as) de Ciências sobre uma aula de coleta seletiva do lixo, o Orientador (a) poderá sugerir, por exemplo, que os mesmo acessem os links abaixo. Ali ele(s) poderão encontrar além de aulas, joguinhos sobre o assunto é muito interessante. http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=5289 ou http://www.escolagames.com.br/jogos/coletaSeletiva/
Para trabalhar assuntos relacionados à sexualidade tais como uso da camisinha, mitos sobre sexualidade, métodos contraceptivos, ciclo do ovário e outros, poderá acessar os links http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=5289 ou http://www.brincandoseaprende.com.br/index.php?lista=sexualidade
Já nas máquinas de busca http://www.google.com.br e http://br.yahoo.com encontrará vários links com artigos, imagens e vídeos sobre droga e sexualidade, sexualidade e adolescência ou ainda sobre as atribuições do Orientador educacional, Código de Ética do Orientador e o Papel do Orientador na Escola. Acredito que estas sugestões irão ajudar os orientadores na escola a encontrar sugestões de atividades que irão contribuir com a sua prática pedagógica.

O Papel do Orientador na Escola

Olá caros Orientadores este artigo define muito bem o nosso trabalho na escola

O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NA ESCOLAR

RESUMO

Este artigo tem como objetivo mostrar o papel do Orientador Educacional dentro da escola que por muito tempo vem sendo mais de pai e mãe de alunos do que o de Orientador propriamente dito. Segundo alguns autores que norteiam esta pesquisa procuraremos mostrar o verdadeiro papel do Orientador: sua história, a ética profissional e seu papel em suma mostrará um pouco do trabalho que se desenvolvido com clareza e seriedade terá um resultado satisfatório no fim do ano letivo quando se alcançar os objetivos propostos no planejamento do Orientador Educacional. Para que esse trabalho se concretize será realizada uma pesquisa bibliográfica.

Palavras – chave: Orientador Educacional: Ética Profissional: Papel do Orientador.

ABSTRACT
This article aims to show the role of Educational Supervisor within the school that long has been more than father and mother of students at the Supervisor of itself. According to some authors that guide this research seeks to show the true role of Advisor: its history, the professional ethics and their role in short show a bit of work that are developed with clarity and reliability will have a satisfactory result at the end of the year when reaching the proposed objectives in the planning of Educational Advisor. For this work is completed will be done a literature search.

Keyword: Educational Advisor: Professional Ethics: Role of the Advisor.








1. Introdução

O olhar crítico para a história da humanidade revela, com muita clareza, que nenhuma sociedade se constitui bem sucedida, se não favorecer, em todas as áreas da convivência humana, o respeito à diversidade que a constitui.
Nenhum país alcança pleno desenvolvimento, se não garantir, a todos os cidadãos, em todas as etapas de sua existência, as condições para uma vida digna, de qualidade física, psicológica, social e econômica.
A educação tem nesse cenário, papel fundamental, sendo a escola o espaço no qual deve favorecer, a todos os cidadãos, o acesso ao conhecimento e o desenvolvimento de competências, ou seja, a possibilidade de apreensão do conhecimento historicamente produzido pela humanidade e de sua utilização no exercício efetivo da cidadania.
É no dia-a-dia escolar que crianças e jovens, enquanto atores sociais tem acesso a diferentes conteúdos curriculares, os quais devem ser organizados de forma a efetivar a aprendizagem. Para que este objetivo seja alcançado, a escola precisa ser organizada de forma a garantir que cada ação pedagógica resulte em uma contribuição para o processo de aprendizagem de cada aluno.
O presente artigo tem como objetivo divulgar a importância do papel do Orientador Educacional dentro da escola, oportunizando que todos sejam beneficiados com um trabalho de extrema necessidade nos dias atuais.

2. Um Pouco de História

Os objetivos da orientação educacional eram mais claros e precisos quando a mesma abordava a área de psicologia, á partir do momento em que houve mudança no enfoque.
Da orientação, dando ênfase nos aspectos sociológicos os mesmos deixaram de ser claro e precisos, sendo isto confirmado em lei que apresenta para a orientação uma diversidade de objetivos em suas atribuições.
Em outras palavras, devido a densidade de atribuições e funções, algumas vezes o orientador a ser visto como fora da esfera pedagógica tendo a orientação educacional colaboradora do processo pedagógico, observamos sua atuação hoje, atendendo nossos para paradigmas das ciências humanas e as novas necessidades do mundo moderno de forma clara e transparente.
O passado nos mostra a orientação educacional com um conceito terapêutico psicologisante. O ponto “X” da questão agora não é mais o ajuste do aluno á escola, família ou sociedade e sim para formação do cidadão. Existe, portanto, a necessidade de inserirmos uma nova abordagem de Orientação voltada à construção de um novo cidadão proposto a participar de forma mais consciente e comprometido com seu tempo e sua gente.
É também seu papel partir de uma Orientação voltada para o indivíduo e chegar a uma Orientação coletiva, participativa e contextualizada.

Podemos direcionar um novo paradigma para a Orientação Educacional, procurando compreender e ajudar o aluno inserido em seu próprio contexto, com sua cultura e seus valores.
Mas quando se fala em Orientação Educacional inúmeros conceitos vêm à tona, há uma indefinição quanto ao que se pretende da Orientação, o que é perfeitamente observável ao longo de sua trajetória.
Acredita-se, houveram duas fases inicialmente:
Uma fase Romântica em que se achava que a Orientação resolvia todos os problemas dos alunos e de quem estava envolvido direta e indiretamente com ele. Outra fase foi chamada Objetiva, em que a Orientação seria uma prestadora de serviços, de várias ordens e que não permitia que os alunos tivessem problemas.
A Orientação estava sempre atenta para esclarecer e mostrar a necessidade de dominar certos conceitos, normas e padrões para não haver problemas posteriores. O conceito chave é o da prevenção.
Estamos vivendo hoje, a fase Crítica, em que se vê o aluno como uma toda sua realidade, seu momento. A Orientação está sempre do lado do aluno, ajudando-o a compreender que naquele momento assinalado ele está vivendo a sua própria vida.

3. As Principais Atividades Desta Função São: Atividade Existencial, Terapêutica e de Recuperação.

1 - Atividade existencial – a Orientação Educacional deverá atender educandos que precisam e querem orientação pessoal não apenas na vida escolar, mas na vida particular auxiliando em situações problemas, dúvidas, inseguranças e incertezas.
2 - Atividade terapêutica – está voltada aos educandos com dificuldades de estudo ou de comportamento cujos casos precisam de uma assistência mais assídua e especializada.
3 - Atividade de recuperação – refere-se aos educandos que apresentam um déficit definido de aprendizagem e que precisa de recuperação. Esta atividade deve ser exercida em parceria com a Supervisão Escolar. A recuperação não tem somente o objetivo de levar o educando a alcançar certas notas, mas pesquisar junto aos educandos as causas que os levaram a este estado de desinteresse, desorganização, conflito, desajuste e mau funcionamento na escola dentre outros.

4. ÉTICA PROFISSIONAL (Princípios Éticos na atuação do Orientador Educacional)

Trabalho de um orientador educacional reveste-se de grande importância, complexidade e responsabilidade e, para que seja realizado a contento, exige-se muito desse profissional, não só em termos de formação, de atualização constante e de características de personalidade como também de comportamento ético.
Embora não haja um código de ética elaborado especificamente para o Orientador Educacional, como todo profissional, ele deve ter sua atuação pautada por princípios éticos. O comportamento ético em relação às informações sobre alunos, funcionários, e pessoas da comunidade, é um dos principais aspectos a serem considerados.
Como a interação do Orientador Educacional com os orientados se caracteriza pelo seu caráter de relação de ajuda, tanto o aluno pode expor, espontaneamente, fatos ou situações de cunho pessoal ou familiar, como o Orientador pode necessitar fazer indagações sobre a problemática em questão. Esses dados, por serem de fato sigiloso ou confidencial, não devem ser alvo de comentários com outras pessoas, quaisquer que sejam as circunstâncias. Esse cuidado é de vital importância porque a condição básica para o estabelecimento de uma relação de ajuda eficiente é a confiança.
O sigilo das informações constantes dos prontuários dos alunos deve ser igualmente preservado. Assim, questionários preenchidos com dados mais íntimos sobre o aluno e seus familiares; resultados de entrevistas e de testes e opiniões de professores sobre determinado aluno devem ser mantidos fora do alcance de pessoas que, propositada ou eqüidistante, neutro e procurar acirrar os ânimos, mas, sempre que possível, acalmar as partes, buscando o entendimento entre elas, negociando soluções que, ao contentar à todos, restabeleçam o necessário equilíbrio.
O mesmo comportamento ético deve ser observado quando alguns motivos, como busca de status, de poder ou de prestígio,acabem de manifestando e envolvendo os profissionais em disputos ou tramas pessoais. Nessas ocasiões, informações verdadeiras ou não podem ser usadas indevidamente para prestigiar ou prejudicar uns e promover ou favorecer outros.
É importante, ainda, ressaltar, além do comportamento profissional, alguns aspectos éticos de sua conduta pessoal, pois, devido a multiplicidade de interações que estabelece com as pessoas, que queira, quer não, ela acaba por tornar uma figura muito exposta, conhecida e visada, na escola e na comunidade. Ressalte-se, também que, ao interagir com pessoas de diferentes faixas etárias, “status” e nível sócio-econômico-cultural, seu comportamento estará sendo observado, podendo até vir a servir de “modelo” para alguns,o que vem aumentar uma conduta ética irrepreensível. Portanto, o Orientador Educacional, deve Ter descrição em sua vida pessoal, em público, mesmo quando fora do local ou horário de trabalho, a fim de que sua imagem seja sempre preservada de comentários desabonadores ou comprometedores. Na instituição escolar, como um todo, dado a natureza do processo educativo, é importante que sejam observados princípios éticos e, em particular na área de Orientação Educacional, é imprescindível que tais preceitos sejam rigorosamente seguidos.
Os grupos sobrevivem quando estabelecem trocas com a coletividade num intercâmbio que leva ao mútuo enriquecimento. Assim o grupo constitui e consolida um código que lhe assegure a unidade. Todos os profissionais vivem esta dinâmica. Os direitos, os deveres, os privilégios os congregam, emprestam rigidez aos laços de união, reforçam os caracteres comuns. Pela formação de uma consciência profissional, pontos falhos poderão ser sanados e pouco a pouco teremos uma classe mais respeitada, conceituada e consolidada.

5. O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL

A orientação educacional, assim como a supervisão escolar, tem recebido enfoques variados.
Tradicionalmente, o orientador educacional tem sido visto e tem - se visto como um profissional, cujo papel principal é atuar com os educandos. Assim é que a orientação é definida como “um método pelo qual o orientador educacional ajuda o aluno, na escola a tomar consciência de seus valores e dificuldades, concretizando principalmente através do estudo, sua realização em todas as suas estruturas e em todos os planos de vida”. Em vista disso, o mesmo faz levantamentos de dados (sondagem de aptidões), realiza sessões de orientação e de aconselhamento e desempenha uma série de funções de maior ou menor importância, relacionadas com a concepção do atendimento ao educando.
Dentre todas essas atuações o aconselhamento tem sido considerado como a principal e mais importante. No entanto, a fundamentação, habilidade e eficácia de tal papel na escola têm sido largamente questionadas recentemente, face a dificuldade de o orientador educacional demonstrar, objetivamente, que, dedicando grande parte do seu tempo e contribui da melhor maneira possível para o atendimento da problemática do educando. Vejamos:
Os modelos e técnicas de aconselhamento utilizado em orientação educacional desenvolveram-se originalmente no âmbito da psicoterapia, e implicitamente assumem a noção de que o indivíduo e não o ambiente em que faz parte é que deve modificar-se, pois é ele, indivíduo, e não o ambiente que está perturbado, doente ou com problemas. De fato, observa-se facilmente a transposição de tal concepção em posições assumidas pelo orientador educacional na escola, posições estas que correspondem a expectativas de pessoas que participam do processo educativo. Por exemplo, o aconselhamento é mais comumente utilizado em casos relacionados com indisciplina (Lück, 1979) e a prática freqüente é do aluno ser encaminhado à orientação educacional com a expectativa implícita de que o mesmo seja modificado, corrigido. A suposição implícita é de que o aluno está a causa do problema. Tal procedimento não reconhece que, muitas vezes, comportamento inadequado do educando são causados, dentre outros, por disfunções ambientais como, por exemplo, currículos e programas inadequados às suas necessidades e condições individuais, regulamentos inflexíveis, ou insensibilidade de professores e adultos em geral à individualidade do educando.
Além da parcialidade com que vê a situação do aluno, tal posição assumida incorre em erro por chocar-se com os princípios do próprio aconselhamento quanto a aceitação e compreensão do educando.
Os modelos e técnicas de aconselhamento desenvolveram-se principalmente mediante sua aplicação com clientes adultos e voluntários. A viabilidade de sua aplicação com outro tipo de população – na escola, a criança e o adolescente – geralmente não voluntários, necessita ser evidenciada empiricamente.

No plano da argumentação lógica, questionam-se:
Que o relacionamento naturalmente desigual entre orientador educacional e aluno (adulto-criança, adolescente) deixe de influir no educando como tal, mormente em nossa cultura em que o adulto é naturalmente visto como autoridade pela criança, independentemente da posição que ocupe em relação a ela (Sheibe e Spaccaquerque,1976);
O aconselhamento individual e mesmo em grupo, como forma principal de atuação em orientação educacional, obriga a uma proporção relativamente pequena de alunos por orientador educacional. Idealmente esta proporção é de 450 alunos por orientador educacional nas escolas de ensino de 1º grau. Tal proporção, já considerada impraticável em países desenvolvidos como norma sistêmica, mais ainda é o entre nós, ainda mais considerando-se a crescente necessidade de expansão das redes públicas do ensino.
Numa escola com números elevados de alunos em proporção a orientadores educacionais, em que se adotem as funções de aconselhamento como forma principal de atuação , ocorre certamente o atendimento de uns poucos alunos, ficando a maioria deles sem receber os benefícios da orientação educacional. Mais ainda, pressionados pelo tempo limitado, dada a sobrecarga de alunos, tentará o orientador educacional a abreviar a duração e o número das sessões de aconselhamento com cada aluno e, inadvertidamente, o orientador poderá forçar um ajustamento prematuro e artificial.
O atendimento individual ao educando, que vem caracterizando a orientação educacional, fundamenta-se no pressuposto de que os educando tem necessidades especiais e que os professores não estão preparados ou não tem condições para atendê-las. Segundo esse enfoque o orientador educacional “presta serviços” na medida em que emergem as necessidades (Lück,1978).
Tal concepção de prestação de serviços e atendimento direto ao educando, de acordo com a emergência de necessidades psicoemocionais, parece Ter gerado uma mudança na abrangência e sentido do papel do professor em relação ao aluno. Observa-se, por exemplo, que, quando o professor percebe que algum aluno seu tem dificuldades especiais, encaminha-o para o orientador educacional a quem transfere a responsabilidade de resolvê-las. Ora, o professor é figura central na formação do educando. É ele quem forma o aluno o gosto ou desgosto da escola; a motivação ou não pelos estudos; o entendimento da significância ou insignificância das áreas e objetivos de estudo; a percepção de sua capacidade de aprender, de seu valor como pessoa, etc. Da qualidade do relacionamento interpessoal professor-aluno, de responsabilidade do primeiro, depende, dentre outras coisas, o ajustamento emocional do aluno em sala de aula e na escola. Portanto, não se concebe a eficácia de uma ação para sanas dificuldades dos alunos em sala de aula sem a participação do professor.
Em vista dos problemas expostos, preconiza-se que o orientador educacional assuma funções de assistência ao professor, aos pais, às pessoas da escola com as quais os educandos mantêm contatos significativos, no sentido de estes se tornem mais preparados para entender e atender às necessidades dos educandos, tanto com relação aos aspectos cognitivos e psicomotores, como aos afetivos.


6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O centro de atenção máxima da escola deve ser o aluno. A escola existe em função dele, e, portanto, para ele. A sua organização em quaisquer dos seus aspectos, deve ter em vista a consideração do fim precípuo a que a escola se destina: a criação de condições e de situações favoráveis ao bem estar emocional do educando e o seu desenvolvimento em todos os sentidos: cognitivo, psicomotor e afetivo, a fim de que o mesmo adquira habilidades, conhecimentos e atitudes que lhe permitam fazer face às necessidades vitais e existenciais.
Na promoção destas condições e situações um dos fatores mais decisivos é o Orientador. Suas atitudes, práticas, desempenhos promovem um impacto significativo no educando, pois elas influem na imagem que os educandos formam da escola, no processo educativo em geral, na imagem de si mesmos, e , é claro, em aspectos particulares de sua aprendizagem. Portanto, toda atenção deve ser dada ao desenvolvimento de atitudes, habilidades e conhecimento do Orientador para que possa promover um processo educativo relevante.
Capturado em fevereiro de 2010-
http://mariafini.com.br/artigos




Referências Bibliográficas

GRISPUN, Mirian P. S. Z. Orientação Educacional: Conflitos de paradigmas e alternativas para a escola. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

troca de experiencias

Este espaço se destina à troca de experiencias entre os Orientadores Educacionais das escolas jurisdicionadas à Diretoria Regional de Paraíso do Tocantins, com o objetivo de aprimorar a prática dos mesmos nas unidades escolares.
Este espaço se destina a troca de experiencias entre os orientadores educacionais